quarta-feira, 12 de maio de 2010

A triste convocação da seleção brasileira

Concordo com a tese de que o Dunga opta puramente pelo futebol de resultados, sem pesar adequadamente a técnica e a arte. Justamente por isso ele não convocou Paulo Henrique Ganso, apesar de deixá-lo na geladeira (lista de espera).

Dunga convocou possíveis três reservas para sua posição (Dunga), volante. Um deles é coringa e também joga na lateral direita - Daniel Alves. Imagine que para a reserva de Elano temos também Ramires e Kléberson. Tudo bem que pode haver variação de esquema e um destes substituir Felipe Melo - o maior cabeça de bagre que já vi. No começo da temporada européia foi expulso várias vezes e quando questionado, sempre achava correta sua atitude em campo. Reflexão? Para quê?
São tantas as críticas quanto ao excesso de vontade e volantes que até me perco na elaboração do argumento!


Quando o mandraque Ricardo Teixeira chamou Dunga para chefiar a seleção, esperava que formasse um grupo mais aguerrido que aquele da copa de 2006. Será que ele não desconfia que exagerou na dose?

Agora vem a parte sem escrúpulos do post. Os que os tiverem, favor não ler o trecho abaixo.
Como PH Ganso está na lista de espera, só nos resta uma das duas opções:
1) Tocer para um jogador de meio campo se machucar;
2) Forçar um destes seguir o "Pede para sair" (by tropa de elite).
[a que nível cheguei...]

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Péssimo serviço - Embratel TV

Já que o Blog é uma forma de expressar também minhas insatisfações pessoais, deixarei registrada a minha tentativa frustrada de assinar Embratel TV.

Tudo começou no dia 20 de abril. Eu ainda estava em Campo Grande (MS) e solicitei a assinatura pelo chat no site da Embratel TV. Informei que estaria em Ribeirão Preto (SP) a partir do dia 22/04. A atendente sugeriu a instalação da TV no dia 24/04 (sábado). Maravilha até então, seriam preços menores que a concorrência e em menos de 1 semana eu estaria gozando de vários canais por assinatura.

O problema começou no dia 24/04. Mas antes vou deixar claro a primeira reclamação em relação ao atendimento:
Reclamação 1 – A Embratel TV não agenda período (ou horário) para instalação.
O horário para instalação é o horário comercial, ou seja, das 8h da manhã as 18h da tarde. Eu moro sozinho e teria que ficar o dia todo disponível para instalação. Foi o que aconteceu. Por volta das 15h chegou o pessoal da instalação. Porém, fui informado que o equipamento não seria instalado aquele dia pois era necessário um suporte para telha (para a antena) e que os funcionários não tinham disponível no momento. Até aí tudo bem, tirando que eu deveria pagar R$60,00 por esse suporte, o problema seria reagendar uma data para instalação. Eles perguntaram que dia eu estaria em casa o dia todo e eu informei que poderia na segunda-feira, dia 26/04. Foram embora com a promessa de voltar na segunda-feira.

No dia 26/04 passei mais um "agradável" dia dentro de casa - o dia todo. E ninguém apareceu. Liguei na central da Embratel TV e dessa vez a desculpa foi que eu não havia reagendado a instalação. Achei estranho. Primeiro os técnicos do sábado não me informaram que o reagendamento deveria ser feito pela central - falaram que estariam aqui na segunda para instalar. Segundo porque, mesmo sendo o serviço de instalação terceirizado, deveria ser interna a comunicação de não instalação. Não deveria ser eu a ligar e sim o técnico.
Reclamação 2 – O serviço de instalação não informou o procedimento correto.
Depois de informar tudo à atendente da central, solicitei o reagendamento para terça-feira, dia 27/04. Deixei claro que era necessário um suporte para telha (para a antena) e a atendente confirmou a solicitação. Estava incluso na guia de serviço, creio eu.

Na terça-feira, dia 27/04, por volta das 14h recebi uma visita de outros técnicos da Embratel (terceirizados, como sempre) e adivinha a notícia? Eles não levaram o bendito suporte para antena. Colocaram a culpa na central. “Foi erro deles” disse um dos técnicos.
Reclamação 3 – Não há erro “deles”. O erro é de todos. Deve haver uma parceria quando se estabelece um serviço terceirizado. Ambos devem colocar o cliente em primeiro lugar, resolvendo os problemas, independente de quem cometeu os erros.
Fiquei muito p***. Falei ao funcionário para ele se virar e arrumar um suporte para instalar. Ele choramingou várias desculpas e disse que era impossível. Falou para eu entrar em contato com a central. Foi o que fiz. Soltei o verbo no telefone. Expliquei tudo e questionei se não haviam colocado na ordem de serviço do dia 27/04 a necessidade do suporte de antena. A central informou que isso estava claro no serviço. Bom, como última esperança reagendei novamente a instalação para hoje, dia 3 de maio. Novamente pedi que fosse enviado o suporte para antena e a atendente confirmou a solicitação.

Hoje... dia 03/05 adivinha o que aconteceu? Se você disse que o pessoal da instalação esqueceu o tal suporte, você errou. Eles não vieram! Fiquei o dia todo em casa, pela 3ª vez e novamente não instalaram a TV.
Reclamação 4 – Não cumpriram o reagendamento.
Ao ligar para a central, para, finalmente CANCELAR O SERVIÇO, primeiro fui transferido para o departamento de “cancelamento” e lá fui informado que o sistema estava fora do ar! Eu não havia mencionado, mas nesse período de pouco mais de uma semana era a terceira vez que eu ligava e o sistema estava fora do ar. Só por desencargo de consciência desliguei o telefone e liguei novamente. Em questão de segundos fui atendido e... o sistema estava funcionando! Olha que coisa. Tudo isso porque eu cliquei na opção de reclamação ao invés da opção de cancelamento!
Reclamação 5 – Ou o sistema da Embratel é ridiculamente ruim, a ponto de ficar fora do ar várias vezes por semana, ou os atendentes são charlatões e mentem sobre a disponibilidade do mesmo.
Fui questionado do motivo do cancelamento. Aí contei toda a história, decorada já. A atendente sugeriu um novo reagendamento para instalação. Eu disse que aceitaria se ela marcasse uma hora (ou período) para instalação, pois não estarei em casa o dia todo nos próximos dias. Ela disse ser impossível, portanto a próxima data disponível para instalação seria sábado, dia 08/05. Recusei a oferta. Pedi o cancelamento. Outro fato incrível é que eu receberei uma ligação para confirmar o cancelamento em até 5 dias. O que eles pretendem fazer? Ligar em 5 dias e oferecer um desconto? Ridículo...

Portanto, NÃO ASSINEM TV VIA EMBRATEL! Não que o serviço das outras empresas seja muito melhor, mas o da Embratel consegue ser ridiculamente horrível!

domingo, 2 de maio de 2010

Keynes vs Hayek

Na folha de hoje - (mais uma) coluna do Tostão

TOSTÃO
O Brasil vai à guerra

FALTAM 40 DIAS para começar a Copa-2010. Durante o Mundial, o Brasil para.
Nesse período, aumentam o nacionalismo e o ufanismo. Parece que o Brasil vai para a guerra, e não para uma disputa esportiva. O povo se emociona. Até os canalhas, acostumados a roubar o dinheiro público, choram após um gol, abraçados à bandeira brasileira.
Empresas exploram o nacionalismo e o orgulho nacional. Em um comercial, Dunga grita e fala em raça. Em outro, torcedores com armaduras, vestidos para a guerra, exigem que os jogadores sejam guerreiros. É a palavra da moda. Muito mais importante do que saber jogar futebol é ser guerreiro.
Se o Brasil ganhar a Copa, os jogadores serão heróis. Se perder, não será porque o adversário foi melhor, o time jogou mal ou porque as sombras do imponderável estavam do outro lado. Será porque faltou raça. Os jogadores serão hostilizados, chamados de mercenários e criticados pela falta de patriotismo.
Não há dúvidas de que, no mundo globalizado e moderno (nunca entendi a expressão da moda, pós-moderno), diminuiu, em toda a sociedade, e não apenas no futebol, o orgulho de fazer parte de uma nação.
O sonho das pessoas é ser cidadão do mundo, sem fronteiras. Não existe mais a "Pátria de Chuteiras". A pátria atualmente é a do negócio, a do trabalho.
Os grandes clubes da Europa contratam os melhores jogadores do mundo e exigem que eles se dediquem mais a quem paga seus altíssimos salários. Noto que os jogadores sul-americanos, com algumas exceções, têm mais orgulho de atuar por suas seleções do que os europeus. São também mais pressionados para vencer.
Nesse momento, todos passam a entender de futebol e a pedir as convocações de Neymar e Ganso. Neymar, superelogiado, foi duramente criticado após uma entrevista para a jornalista Débora Bergamasco, do "Estado de S. Paulo".
Entre tantas infantilidades, Neymar disse que não é preto, que alisa e pinta o cabelo de loiro, que quer ter um Porsche e uma Ferrari, que gostaria de viajar à Disney, que será obrigado a tirar título de eleitor e que não sabe quem são os candidatos à Presidência do Brasil. Em outra entrevista, ele teria dito que é metrossexual.
Além da infantilidade e da falta de cidadania, deduzo que Neymar, por seu comportamento habitual, disse tudo isso brincando e rindo, sem agressividade. Não deve nem saber o que é ser metrossexual.
O comportamento de Neymar e de milhares de jovens como ele, muitos vítimas da desigualdade social, é muito menos preocupante do que a falta de civilidade de parte da população, formada por pessoas até com diploma universitário.
Após morar afastado por mais de dez anos, voltei para a cidade. Estou horrorizado com o barulho, mesmo nos horários de silêncio, com tantos carros estacionados em lugares proibidos, com as pessoas andando no meio das ruas, correndo risco de serem atropeladas, já que os espaços nas calçadas estão ocupados por mesas de bares, além de outras infrações diárias, usuais e sociais.
Muitas dessas pessoas são as que, durante a Copa do Mundo, gritam e cantam que têm orgulho de serem brasileiras.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O pronunciamento de Lula em 29/04/2010

Muito do que lula falou no discurso de hoje, às 20h20 mais ou menos, é verdade. Tivemos aumento da massa salarial, criação de empregos, melhoria dos indicadores sociais, etc etc etc... (não necessariamente ele seja o motivo de tanta melhora).

O que é mentira é a biblioteca ao fundo. Quantos livros terá lido Lula ao longo de mais de 7 anos de governo?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Na folha de hoje - "Neymarland" - por Fernando de Barros e Silva


FERNANDO DE BARROS E SILVA
"Neymarland"

SÃO PAULO - "Já foi vítima de racismo?" "Nunca. Nem dentro nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?". Quem responde é Neymar, a nova divindade do futebol brasileiro. Mesmo quem prefere o gênio apolíneo de Paulo Henrique Ganso deve admitir que o Dionísio da Baixada hoje é "o cara".
Não é bem o caso de discutir se Neymar é ou não é preto. Nem, tampouco, de encrencar com a espontaneidade da sua resposta. Há nela muito mais inocência do que veneno. Neymar é só mais um filho pobre e alegre dessa terra desigual e misturada que ficou subitamente famoso por obra e graça de seus pés.
A entrevista a Débora Bergamasco, publicada pela coluna de Sonia Racy no jornal "O Estado de S. Paulo", é reveladora do que vai na cabeça do jovem moicano da Vila.
A parte chata do sucesso? "Não tem parte chata. É sempre legal". Um sonho de consumo? "Queria um carrão". Mas já não comprou um por R$ 140 mil? "Queria um Porsche amarelo e uma Ferrari vermelha na garagem". Tipo de mulher? "Linda". Prefere as loiras? "Sendo linda tá tudo certo".
Alisa os cabelos? "Tem que alisar para o moicano espetar. E também pinto de loiro". Para onde gostaria de viajar? "Para a Disney. Gosto de parque de diversões, de brinquedos radicais". Tirou título de eleitor? "Não, nem queria, mas vou ter que tirar". Sabe quem são os candidatos a presidente? "Não sei, não".
A família de Neymar é evangélica. O pai gerencia os rendimentos do filho e todo mês dá 10% à igreja.
O que pensar disso tudo? Que talvez não seja descabido ver nesse mundo infantilizado de fantasias e clichês de consumo a nossa "Neverland". Há, inclusive, algo da figura etérea de Michael Jackson na arte de Neymar.
E, se existe hoje algo como um "brazilian dream", ele poucas vezes esteve tão bem caracterizado como aqui, em "Neymarland".
Há no país 37 milhões de jovens de 16 a 24 anos. Metade deles não estuda. Pergunte o que gostariam de ser ou de ter sido. Quantos deles responderiam "Neymar"?


Precisa dizer algo a mais? 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Será?

No site do Estadão está a manchete: ‘Ser empresário hoje é mais fácil do que há vinte anos’, diz Roberto Bielawski (link aqui).

Concordo em parte. Ao mesmo tempo que a economia está crescendo, os preços são relativamente estáveis e o crédito está mais acessível, as estatísticas do SEBRAE apontam que boa parte das empresas abertas são fechadas antes dos dois anos de funcionamento.

Roberto Bielawski vem de família nobre e é instruído, mas esqueceu-se que nem todos tem a mesma oportunidade (quanto à última vantagem). Não adianta ter nenhuma dessas facilidades descritas no parágrafo acima se o empresário não tiver racionalidade para usá-las. O fato do fechamento precoce de empresas é reflexo da ausência de capacitação de nosso povo empreendedor.

E não há SEBRAE que cubra todas as carências educacionais de um povo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A igrejinha de Dunga - Coluna do Tostão - FSP - 18/04/10

Na folha de ontem.
A igrejinha de Dunga

A presença do auxiliar Jorginho e de vários atletas evangélicos e obedientes facilita o estilo rígido de Dunga

DUNGA DISSE novamente, dessa vez na Academia Brasileira de Letras, que, no futebol e na vida, o que importa é o resultado.

Fique tranquilo. Dunga foi apenas convidado. É um hábito da Academia chamar pessoas de destaque na sociedade para um encontro.

Dunga não é candidato ao cargo de imortal, mesmo se o Brasil for campeão e ele escrever mais um original livro sobre como ser um vencedor. Ricardo Teixeira faria o prefácio, e o auxiliar Jorginho, a orelha. Dunga só não pode publicar antes da Copa, como fez Parreira em 2006.

O que é ter resultados na vida, fora do futebol?

Se tornar um profissional vitorioso, rico e famoso, mesmo que seja por meios não muito legais e éticos? Aparecer e ser campeão no "Big Brother"?

Ou ser um homem simples e bom, sem nenhuma pretensão de ser herói?

Dunga e Jorginho formam uma boa dupla. Estão entrosados e já mostraram que têm bons conhecimentos técnicos e táticos. É a união do técnico mal-humorado, tosco, que não aceita críticas, com o auxiliar evangélico e tranquilo.

Se qualquer outro treinador dissesse que só interessa o resultado, ninguém se incomodaria, já que todos os times do mundo, de todas as épocas, entram em campo para vencer. Já Dunga dizendo isso, por seu habitual comportamento, gera outras leituras.

Depois de tantos bons resultados, a maioria concorda com o jeito pragmático de Dunga. Vivemos em uma sociedade consumista, competitiva, do espetáculo, em que a única coisa importante é a vitória, a glória e a fama. As pessoas não querem ser amadas. Querem ser vencedoras, admiradas e bajuladas.

Muitos acham ainda que, para dirigir uma seleção na Copa, é necessário, além de ser operatório e disciplinado, que o treinador seja rígido e nacionalista, uma mistura de um ditador com um Policarpo Quaresma. Para esses, com Dunga, não se repetiria o fracasso de 2006, quando Parreira foi chamado de bonzinho e frouxo por permitir tantas arruaças.

Dunga nunca vai entender por que a seleção de 1982, eliminada pela Itália, é mais elogiada que a de 1994, campeã do mundo.

Dunga passa a impressão de que a vitória lhe proporciona mais sofrimento que prazer e que ainda pode xingar os críticos, como fez em 1994, ao levantar a taça. Para ele, perder jogando bem deve ser muito pior que perder jogando mal. Sofre mais.

Apesar de não ter admiração pelo estilo de Dunga, reconheço sua eficiência no comando da seleção.

A maioria dos jogadores prefere técnicos rígidos e que tomam todas as decisões. É uma maneira de os jogadores transferirem para o técnico a responsabilidade pelas derrotas e pelas vitórias.

A presença de vários atletas evangélicos e obedientes na equipe facilita o trabalho do treinador. É a igrejinha de Dunga.

Se o Brasil ganhar ou perder, o motivo principal será Dunga. Isso já está decidido. É valorizar demais o treinador, seja quem fosse. É também uma maneira estreita de se analisar futebol, um esporte que, com frequência, é decidido, entre equipes do mesmo nível, pelo acaso e por fatores inusitados, que vão além da racionalidade doentia de Dunga.

domingo, 11 de abril de 2010

O poder social da fé

Na folha de hoje (11/04/2010), coluna do Marcelo Gleiser:

"Começo hoje com a definição de mito dada por Joseph Campbell, uma das grandes autoridades mundiais em mitologia: 'Mito é algo que nunca existiu, mas que existe sempre'. Sabemos que mitos são narrativas criadas para explicar algo, para justificar alguma coisa. Na prática, não importa se o mito é verdadeiro ou falso; o que importa é sua eficiência.

Por exemplo, o mito da supremacia ariana propagado por Hitler teve consequências trágicas para milhões de judeus, ciganos e outros. O mito que funciona tem alto poder de sedução, apelando para medos e fraquezas, oferecendo soluções, prometendo desenlaces alternativos aos dramas que nos afligem diariamente.

A fé num determinado mito reflete a paixão com que a pessoa se apega a ele. No Rio, quem acredita em Nossa Senhora de Fátima sobe ajoelhado centenas de degraus em direção à igreja da santa e chega ao topo com os joelhos sangrando, mas com um sorriso estampado no rosto. As peregrinações religiosas movimentam bilhões de pessoas por todo o mundo. É tolo desprezar essa força com o sarcasmo do cético (...)"
 
Edir macedo que o diga!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A pressão sobre a próxima reunião do Copom

O Boletim Focus desta semana aponta nova alta na expectativa de inflação para 2010. O IPCA (índice utilizado no controle das metas de inflação) tem altas consecutivas a 11 semanas seguidas e o mercado agora aposta em 5,18% para 2010; IGP-DI e IGP-M também apresentam altas - estes a 12 semanas consecutivas. Isso a pouco mais de 3 semanas da última reunião do Copom. Teria Meireles optado por uma estratégia puramente eleitoral? E agora que desistiu da eleição, irá aumentar os juros?

É consenso que esta alta virá na próxima reunião. A dúvida é no tamanho da paulada: 0,5%; 0,75% ou, quem sabe, 1%?


De qualquer maneira, a motivação do post não é essa. Chamo atenção para um assunto correlato.
Até que ponto o mercado decide o futuro do país? É claro que o mercado é fator determinante - se não principal - na construção do país. Mas o que define os juros é a expectativa do mercado ou a expectativa do Bacen? Ou são ambas a mesma coisa?

Na faculdade escutamos muito sobre profecias auto-realizáveis. O caso do juro brasileiro é o segundo melhor exemplo para a definição (a primeira continua sendo a corrida aos banco em uma "fofoca" de quebra). O mercado vai semana a semana mandando suas expectativas ao Bacen e este utiliza essas expectativas para formar as suas. Não há dúvida disso. Aonde ficariam as projeções dos analistas do Bacen? Teria o Bacen condições de nadar só contra a maré?

Gostaria de ter as respostas...